"Para não fazeres ofensas e teres dias felizes, não digas tudo o que pensas, mas pensa tudo o que dizes." Antonio Aleixo

Free Web Counter
Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2004

BOAS FESTAS!!!

SEMABRIGO.JPG


Nada será mais próprio para caracterizar a crise. O problema é que, com "MAL DOS OUTROS MUITOS PODEM BEM". É nesta falência de valores, que reflicto e me revolto, com todo este cinismo. Como se pode passar Feliz Natal? Pensando nestes: NOS SÓS, DESPROTEGIDOS, NOS SÓS COM FAMÍLIA E NOS SEM ABRIGO? Responda quem souber. Eu não sei, ou talvez saiba, mas a reflexão paraliza-me e interroga-me.
Mas tenham todos Boas Festas, Ano Novo cheio de felicidade...Até JANEIRO...
publicado por Solidário às 22:37
link do post | comentar | favorito
|
3 comentários:
De Anónimo a 23 de Dezembro de 2004 às 19:20

Caro amigo Mário Sampaio, na verdade o mundo actual vive além de uma crise económica uma CRISE DE VALORES, e no nosso País é um espelho dessa realidade. O mundo: da competitividade do egoísmo, do cinismo, do somítico, do impudor e da arrogância, faz com que as pessoas ignorem os valores humanos. Levando deste modo a uma “falência de valores”.
Essa falência faz com que as pessoas sejam cada vez mais egocêntricas, ignorando os que estão a sua volta, até os mais chegados. Existem “pessoas” que, para conseguirem os seus objectivos chegam a renegar as suas origens, ignorando, e desprezando os próprios pais, chegando ao cúmulo de ter vergonha deles, e abandonando-os, neste mundo cada vez mais selvagem.
A quebra de valores é mais débil e indigna, quando aqueles “ditos defensores dos valores humanos” são os que tem menos valores. Alguns desses defensores pertencem as grandes instituições de solidariedade (nomeadamente aos seus órgãos de gestão), e manifestem-se (nomeadamente nos órgãos de comunicação), em nome dos que mais precisam, e apelam donativos (esmolas).
Os donativos normalmente são oferecidos, por aqueles que tem pouco, na esperança chegarem aos mais desprotegidos. Só que, na verdade, essas esmolas mal chegam aos que mais necessitam, servem sim, para encher os bolsos desses senhores “ditos defensores de valores”.
Esta realidade é vivida no nosso País, e revolta-nos muito. Revoltou-nos ao ponto de não atribuir quaisquer donativos aos peditórios espalhados neste mundo injusto. Isto porque, partimos do princípio que, a maior parte dos donativos é para pagar os “salários graúdos”. E perguntamos, quem recebe esses salários? Não será que os ditos solidários estão apenas interessados com a solidariedade dos seus bolsos.
Outra revolta, que não é mais do que quebra de valores, são aquelas pessoas espalhadas pelo mundo com capacidade e oportunidade de trabalhar, mas não querem. Isto porque, o nosso mundo criou-lhes oportunidades de sobreviver sem qualquer esforço. Exemplo disto são, as pessoas que são, capazes de se fazerem “doentes,” para conseguirem uma esmola, esquecendo-se que estão a tirar a oportunidade de ser atribuída aos que mais necessitam.
Por fim, uma palavra de apresso aqueles que na realidade são desprotegido, abandonados na rua e que nunca tiveram uma oportunidade de sair desse mundo. Quanto a estes revolta-nos sim a falta de vontade dos políticos em resolver este problema.
Caro amigo, muita tinta podia-se gastar sobre este tema. Mas apenas quisemos deixar aqui algumas deixas para reflexão, já que estamos num período de solidariedade, paz, e amizade.
Um SANTO NATAL e UM FELIZ ANO NOVO, para todos, nomeadamente aos visitantes deste Blog e em especial para o amigo Mário Sampaio.



Arlindo e Gigi
</a>
(mailto:a@hotmail.pt)


De Anónimo a 23 de Dezembro de 2004 às 16:52
A imagem fala por si, no entanto muitas vezes precisamos de ver imagens para nos recordarmos das situações.
Para quem anda a pé nas ruas de Lisboa não é preciso, pois eles estão por toda a parte, existe o contraste nesta época de vermos pessoas cheias de sacos com presentes (muitas vezes superfulos) e no passeio uma cama feita de marmore ou pedra. Por vezes pergunto, qual será a história desta pessoa, como veio parar aqui e o que sente quando se deita todas as noites, é uma dura realidade que me provoca mal - estar, principalmente nesta época em que existe a reunião da família.
Sampaio de facto não posso dizer que me sinto feliz no Natal pensando nestas situações, mas pior que isso é não ter o poder de acabar com elas.
O turbilhão de sentimentos que sinto no Natal faz com que mais não consiga escrever.
Sampaio, um beijo de grande Amizade e admiração.Carina
</a>
(mailto:abernardo@iol.pt)


De Anónimo a 22 de Dezembro de 2004 às 19:53
Li o seu comentário e a emoção provocada pela imagem do sem abrigo fêz-me chorar.Obrigado por sêr assim, alimentamo-nos quando visitamos este canto, pelo o conforto e carinho que sentimos que nos quer transmitir.Boas Festas amigo Santos Sampaio Carlos Oliveira
</a>
(mailto:Carlos oliveira @sapo.pt)


Comentar post

blogs SAPO

.subscrever feeds