"Para não fazeres ofensas e teres dias felizes, não digas tudo o que pensas, mas pensa tudo o que dizes." Antonio Aleixo

Free Web Counter
Terça-feira, 24 de Abril de 2007

25 DE ABRIL SEMPRE!!!

É provável que existam muitos que não gostam desta data.

1 - Os Exploradores! A banca, como por exemplo, o BCP, que só no 1º trimestre do ano corrente teve 191 nilhões de euros de lucro.

2 - Os que toda a vida viveram deleitados com o desgosto, a tragédia, as dificuldades financeiras do povo, os que se deleitavam sobre a capa do fascismo e com a exploração, se fizeram não por mérito, em gente bem sucedida.

Mas outros, os oprimidos, os explorados, os perseguidos dataram uma nova vida depois de 25 de ABRIL.

 

Começaram a pensar sem sentir medo.

De dizer sem ter medo.

A fazer sem ter medo.

Dizendo BASTA. Desconcertaram e confundiram as vidas dos exploradores porque ABRIL CHEGOU.

 

A LIBERDADE FOI E HA-DE SER SEMPRE UMA REALIDADE.

 

LIBERDADE SIM, FASCISMO NUNCA MAIS.

 

VIVA O 25 DE ABRIL!!!!

publicado por Solidário às 22:30
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|
Domingo, 1 de Abril de 2007

O D.SEBASTIÃO - 2º ACTO- ELES NÃO SE ENTENDEM

 

O CDS é, nos dias que correm, um partido que parece um filme do velho oeste: o líder está amarrado a uma árvore, a fogueira está acesa, e os opositores dançam à sua volta empunhando machados de guerra e prometendo um novo escalpe. Ribeiro e Castro é o general Custer do CDS. Mas, ao mesmo tempo, ninguém parece querer cavalgar o cavalo branco que vai sobreviver ao massacre. O CDS não faz oposição. Não tem uma estratégia política ou ideológica, a não ser a vaidade do Sr. Paulo Portas que aos poucos tem corrido com todos os velhos e ilustres militantes. O CDS já nem consegue, mostrar sinais exteriores de riqueza. Mostra apenas sinais interiores de pobreza. Mingua, assim como toda a direita que sempre se albergou à sua volta. Sente-se que começa a existir uma nova fronteira para uma direita que vai beber entre o território de um CDS moribundo e de um PSD que precisa de se encostar ao centro para esgrimir argumentos com o PS centrista de Sócrates. O CDS de Ribeiro e Castro é um partido que já não existe. Mas que, com o atraso dos correios, ainda não recebeu a carta que lhe traz a novidade.
Que vem aí o D. Sebastião que, se julga (Salvador da Pátria) e adquirindo o seu poleiro volta á gaiola do Largo do Caldas.
publicado por Solidário às 22:34
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|

O D.SEBASTIÃO - 1º ACTO- ELES NÃO SE ENTENDEM

Depois das cenas do passado domingo, mal se imagina o que pode seguir-se. As fracções do CDS acusam-se: uns organizam o "assalto ao poder", outros estão "agarrados ao poder". Ora, pelo contrário: aceitando as metáforas do universo da toxicodependência, no CDS todos estão sob violenta "ressaca de poder".

O CDS nasceu após o 25 de Abril como reduto de resistência de uma direita vinculada à ditadura mas empenhada em pesar por todos os meios, do bombismo às eleições, contra as mudanças a que o país se abriu com a revolução. Foi nesse espaço, marcado pela ligação orgânica a sectores da hierarquia religiosa, que o partido se afirmou durante muitos anos. Ainda em finais da década de oitenta, era Adriano Moreira, antigo ministro do Ultramar durante a guerra colonial, quem liderava as hostes "centristas", não hesitando em celebrar acordos eleitorais com a extrema-direita da Nova Monarquia. 

Paulo Portas não faz parte dessa história. Nesses tempos, iniciava-se no jornalismo com críticas ao reaccionarismo da Igreja e do PSD em assuntos como o aborto. Portas pavimentava o seu caminho até à fundação d'O Independente, onde daria à luz uma nova cultura de direita, mais urbana e americanófila (o CDS inicial perdoava mal a política de Washington para a guerra colonial) e mais sintonizada com os tempos do neoliberalismo e dos yuppies. Ainda jovem, Portas já não prescindia da bengala a que se agarraria sempre: o populismo político. A sua nova direita podia estruturar um séquito, mas não dava votos. O seu primeiro ensaio populista foi o eurocepticismo, em nome de uma vox populi que, por interposto Manuel Monteiro, Portas tentava interpretar. 

Correndo com Monteiro e completando a conversão do CDS à sua imagem, Portas torna-se ministeriável com um partido de agitação mediática. O nacionalismo anti-europeu, que não criou raízes nem cabia no consenso do regime, foi substituído por outros truques de algibeira: o apelo securitário, a insinuação anti-imigrante, a manipulação dos antigos combatentes, dos reformados mais pobres, dos pequenos agricultores ameaçados. Sempre com um verniz beato que ("graças a Deus!") nunca lhe assentou bem. Com Guterres firmou maiorias parlamentares (para a lei da imigração, por exemplo), mas a boa hora soou com Durão Barroso. O governante Paulo Portas deu o que tinha e o que não tinha, em gente e política. 

Mas o destino do governo foi o que se sabe. Barroso era mau demais para Portugal (isso notou-se nas eleições europeias) e Bush e Bruxelas estavam mesmo a precisar de alguém assim. Ficou Santana, com quem nenhum projecto político se podia salvar. Longa demais para o país, a festa durou pouco para o CDS - e a ressaca é ainda mais penosa num partido pequeno e desorientado. 

Desde a noite das eleições, o CDS é o palco de protagonismos contraditórios: Ribeiro e Castro, vindo do velho saudosismo, é um fundamentalista que deu o que tinha para dar no referendo de Fevereiro e perdeu tudo, tal como Maria José Nogueira Pinto; Zezinha é um pequeno mito em queda: do seu mandato como vereadora em Lisboa (da habitação social, é preciso lembrar) só restará o embaraçoso compromisso com a gestão Carmona; Paulo Portas fez a sua "travessia do deserto" (sem nunca deixar o salário de deputado), mas na sua "nova imagem" só se viu até agora o cinismo da guerra por procuração contra a actual direcção e uma vaidade intacta. Ele é o irreciclável ministro de Estado de Barroso e Santana, o que enviou a fragata contra o ‘barco do aborto', o anfitrião de Rumsfeld, o padrinho da nomeação de Bagão Félix como ponta-de-lança da ofensiva patronal.

É possível que o CDS não aguente. Em primeiro lugar, porque faltam projecto e estratégia: tanto à velha-guarda derrotada, que das origens já só tem o fundamentalismo religioso, como à clientela de Portas, agora reduzida a um populismo narcísico, programa que se devora a si próprio, absolutamente dependente das lógicas da comunicação social. Em segundo lugar, porque faltarão apoios: para a burguesia portuguesa, que deixou cair PSD e CDS do governo, o problema do poder está bem resolvido com Cavaco e Sócrates. O PS está a realizar as reformas de Bagão até onde este apenas sonhou. Isto coloca o PSD entre parêntesis, enquanto ao CDS faltam os mínimos de credibilidade para sequer pensar em novas boleias para futuras alternâncias. 

A disputa no CDS não é pelo poder. Esse é que é o problema. Deles.

publicado por Solidário às 09:30
link do post | comentar | favorito
|

.Agosto 2008

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


.Música


"Zeca Afonso"
Voz da Liberdade

.Artigos Recentes

. FESTA DO AVANTE!!!

. ESTE SENHOR ALARGA O CINT...

. O POVO DESCEU À RUA!!!

. ALCOCHETE: BASTA DE INJUS...

. 1º DE MAIO!!!

. COM ABRIL, SEMPRE!

. CAPITALISMO RINDO!!!

. ASSOCIAÇÕES PATRONAIS QUE...

. UM ANO NOVO MELHOR - 2008

. FELIZ NATAL!!!!

.Arquivos

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

. Dezembro 2004

. Novembro 2004

. Outubro 2004

blogs SAPO

.subscrever feeds

RSSPosts

RSSComentários