"Para não fazeres ofensas e teres dias felizes, não digas tudo o que pensas, mas pensa tudo o que dizes." Antonio Aleixo

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Domingo, 18 de Junho de 2006

1º ACTO

Batem as pancadas de Molière.

Abrem-se os cortinados.

Numa sala repleta, sem lugar, sequer para uma formiga numa plateia atenta, no Teatro Portugal, espera o desempenho dos actores, que todos sabemos serem grandes nomes de cartaz!

Actores sofridos, mas que bem dizem no cruzamento dos seus papeis, a cena a que estamos a  assistir.

_ Então homem? Sempre fecham a fábrica.

_ Sim mulher. Fecham...

Ela desaparece para um canto da cozinha, e tempera com as suas lágrimas o tacho que vai mexendo, mas que pouco já têm.

Nós espectadores somos levados num impulso de consciência, a pensar, e se amanhã também eu fico sem emprego?

Como pagaria a casa?

Como pagaria os estudos do meu filho?

Vamos lá esquecer tudo isto!! Não vai ser comigo.

Mas quando desperto deste terrível pensamento, oiço o puxar de lenços, o assoar de narizes, que antes limparam lágrimas. Tornei a reflectir em tudo o que  estava a vêr , "A peça da Miséria", escrita por um governo desumanizado.

Fui levado a pensar no discurso do Presidente da República no dia 10 de Junho, apelando aos Portugueses para não se deixarem vencer pelo desânimo e pessimismo.

Se é de aplaudir o discurso, também é natural colocar algumas interrogações. As explicações são muitas, para que tal esteja a acontecer, e é precisamente provocado pelo desempenho dos decisores políticos. Por isso entraram no maior descrédito alguma vez pensável. O rol de decisões erradas e errantes que os diversos governos tornaram, a continuação dos deslizes de executivos anteriores que os que lhes sucedem tentam emendar, muitas vezes, errando de novo. E a inimputabilidade com que tudo tem acontecido, sem que ninguém seja responsabilizado, realmente deprime.

Mas foi curioso o discurso de Cavaco Silva, agora a incentivar a iniciativa de todos nós e a desafiar-nos á participação. A memória é curta, todos sabemos, mas Cavaco Silva foi um Primeiro ministro centrista, que quando as oposições se manifestavam dizia: "Deixem-nos Trabalhar", achava, que sozinho podia fazer tudo e melhor. Puro engano, como se viu.

Caiu o Pano,

De pé os Portugueses em vez de palmas, gritam,

EMPREGO SIM

DESEMPREGO NÃO.

 

publicado por Solidário às 16:02
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