"Para não fazeres ofensas e teres dias felizes, não digas tudo o que pensas, mas pensa tudo o que dizes." Antonio Aleixo

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Sexta-feira, 1 de Outubro de 2004

OS VELHOS DESTE PAÍS

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OS VELHOS DESTE PAÍS

Talvez que a imaginação da maior parte de nós não consegue imaginar. Comem nas sopas dos Pobres.Encontrmo-los deitados na rua, nos bancos de jardim, e com o Inverno por perto vamos vê-los "tapados" com cartões e plásticos onde a chuva não perdoa e o vento irá correr tão livre que é como campo aberto. Encontramo-los diáriamente na mendicidade, em tudo o que é lugar,na humilhação de não ter uma pensão ou qualquer subsídio.Encontramo-los sem dinheiro para uma simples cosulta médica num banco de urgencia de um hospital,pois não esquecer existe a tal "TAXA MODERADORA". Pertence hoje mais do que toda a gente,aos velhos o maior peso da crise que se atravessa e é um verdadeiro crime público o desprezo com que são olhados pelos os sucessivos Governos que nos ultimos tempos nos tem governado e para os quais representam apenas uma força eleitoral que pode decidir quem terá lugar num dos corredores de S. Bento. Existirão em breve eleições,e referendos.Nessa altura fala-se deles. Surgem as promessas, os beijinhos, dos que deles tem "nojo", mas é conveniente acompanhados de uns presentes, aventais canetas e promessas de mais uns EURITOS ao fim do mês para os que têm ( pensões ). Mas passadas as eleições, quando a limpeza das paredes começa a ser executada, a vida dos idosos e reformados " RASGA-SE " e os senhores das promessas la estarão em S. Bento, ou num qualquer lugar de ministro, com todas as mordomias, conduzidos, e em carros de luxo, bem perfumados e rindo-se dos «PARVOS DOS VELHOS» ass:santos sampaio
publicado por Solidário às 15:10
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6 comentários:
De Anónimo a 7 de Outubro de 2004 às 23:00
O seu comentário que muito agradeço, deu-me que pensar. Verifico que diz ter pena, que ainda assim seja, e que a entristece a degradação a que este País chegou. Achei piada quando diz "que no tempo do ditador salazar não era vista tanta desgraça, como queria que fosse vista? Atrás de Si tinha uma policia política P.I.D.E (Policia de intervenção de defesa do estado), na comunicação social uma censura feroz. O que quer dizer que a situação era bem grave, mas não falada nem publicitada, pelo que acabo de referir. Mas contenta-me Tânia a sua vontade de querer, um Portugal diferente, foi por isso que ABRIL floriu com cravos vermelhos. Oxalá você seja uma das que eu encontre amanhã de cravo vermelho gritando ABRIL VENCERÁ!!! E então, sim, gritar aos eleitos que a enganaram e que hoje governam. Obrigado pela visita a este canto VOZ DA LIBERDADE. Um beijo com amizade.Volte sempre e GRITE por um Portugal verdadeiramente DEMOCRÁTICO.santossampaio
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(mailto:ss@ss.pt)


De Anónimo a 4 de Outubro de 2004 às 23:24
Li o artigo e o que tenho a comentar é que tenho muita PENA que ainda seja assim que se viva no nosso país....E o que me entristece mais é que seja cada vez mais degradante esta situação e este panorama social e deparar com as nulas resoluções para que melhore....é triste saber que um País que outrora fora tão criticado pela sua governação, mas que nessa altura, por certo, nao se deparava com tanta desgraça!( Falo de Salazar)
O que tenho a dizer ao nosso presidente e aos nossos deputados é que se deixem de cinismo e olhem bem a sua volta...Talvez um dia sintam na pele e possam perceber o que é realmente o nosso País.Tânia
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(mailto:tania_cabral_@hotmail.com)


De Anónimo a 4 de Outubro de 2004 às 22:53
Li com muita atenção, o seu comentário, verifiquei o sentido que tem da miséria que ensombra este País e a estupificação que se faz dos menos esclarecidos, oferecendo-lhes canetas aos que não sabem escrever, aventais aos que não tem nada para se sujarem, muito obrigado, Margarida, por ter visitado este canto, cujo lema é denunciar o mau estar de todo um povo, visite-me sempre e mais uma vez obrigado.santossampaio
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(mailto:ss@ss.pt)


De Anónimo a 4 de Outubro de 2004 às 22:30
Boa noite,
Ao ler o seu artigo, fiquei sensibilizada com o carinnho e clareza com que descreve, a dura realidade dos sem abrigo do nosso país. Infelizmente os nossos governantes, só se lembram da sua exixtência quando precisam de nós, servem-se indecentemente deles para nos sensibilizarem, mas é um engano, a festa acaba e eles são novamente esquecidos. Mas penso que são artigos como este, que alertam os cidadãos para a realidade que muitas vezes não queremos ver. Se todos nós, deixar-mos de olhar para o nosso umbigo, por um segundo, serão milhares de segundos preciosos, que unidos poderão alterar esta realidade, mesmo que apenas a modifique já será um começo.





Margarida
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(mailto:formiga760@hotmail.com)


De Anónimo a 2 de Outubro de 2004 às 21:45
reli com agrado e satisfação, tudo têm um porquê, a tua inteligência, o teu espirito de solidariedade e como bem observas-te o que quis dizer no meu artigo. Obrigado por me teres visitado. Escreve sempre e visita sempre este canto, onde a preocupação é que todos tenhamos uma vida igual.santossampaio
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(mailto:dd@nn.pt)


De Anónimo a 2 de Outubro de 2004 às 19:50
Hoje, os problemas da população adulta activa são as crianças, para as quais não há tempo e os velhos que só dão trabalho.
A politica, é-lhes indiferente enquanto houver outras coisas mais interessantes tais como; a praia, as compras, o cartão de crédito...
Este artigo é apenas um reflexo da sociedade egoista que temos, em que o "Eu" é usado no inicio de todas as frases.
Seria ideal que todos se unissem num propósito, o da humanidade, proporcionar aqueles que nada têm, a possibilidade de terem uma vida, ajudando-os a construi-la. Uma pessoa sozinha consegue pouco, mas muitas pessoas unidas, o que não conseguiriam!
Sendo Portugal, um país em que é chique fazer solidariedade, pergunto onde está a igualdade de oportunidades? Onde está a gratidão para aqueles que ajudaram a construir este País? E penso...


Acho tão Natural que não se Pense


Acho tão natural que não se pense
Que me ponho a rir às vezes, sozinho,
Não sei bem de quê, mas é de qualquer cousa
Que tem que ver com haver gente que pensa ...
Que pensará o meu muro da minha sombra?
Pergunto-me às vezes isto até dar por mim
A perguntar-me cousas. . .
E então desagrado-me, e incomodo-me
Como se desse por mim com um pé dormente. . .

Que pensará isto de aquilo?
Nada pensa nada.
Terá a terra consciência das pedras e plantas que tem?
Se ela a tiver, que a tenha...
Que me importa isso a mim?
Se eu pensasse nessas cousas,
Deixaria de ver as árvores e as plantas
E deixava de ver a Terra,
Para ver só os meus pensamentos ...
Entristecia e ficava às escuras.
E assim, sem pensar tenho a Terra e o Céu.

Alberto Caeiro
AC
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(mailto:ac@ac.pt)


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